3 de mar. de 2020

Escrever me faz bem!



Escrever me faz bem, sempre que estou com algo entalado eu escrevo. Isso me alivia, me ajuda a parar de ficar pensando naquilo, me ajuda a não ficar angustiada pensando no “e se...”. Não que me ache à ótima com as palavras, mas como escrevo pra mim mesmo, acho que consigo me comunicar bem.

Eu gosto muito de escrever, desde criança eu sempre ficava escrevendo e inventando histórias, sempre escrevia algo e dava para a professora. Não à toa que meu caderno de “Composição” sempre estava cheio. Já escrevi muita fanfic também, inclusive +18 em parceria com uma amiga. Saudades de quando eu tinha criatividade, já cheguei a escrever 3 fanfics de uma vez! Tenho uma fanfic com muitos capítulos, acabei alongando porque não sabia muito bem como terminar, daí fui enrolando e a coisa foi ficando ruim hahahaha Escrevi uma em que uma das personagens morre e não agradou muito, teve um também com final inesperado que até que agradou, mas não tanto quanto ao final meloso de “felizes para sempre”.

O blog eu fiz mais para isso também, um cantinho para eu poder falar do que eu quiser, e é por isso que eu não divulgo também porque tem vezes que quero escrever algo mais pessoal que não quero que todos saibam.

Eu acho que escrever é bom para todo mundo, mesmo que ache que não é bom com palavras, acho bom para colocar tudo pra fora, uma carta aberta, sabe? Não necessariamente precisa mostrar para alguém, só de colocar pra fora já é um grande alivio, já tira o peso da cabeça, do coração, dá uma leveza tremenda, pelo menos pra mim.

Já aconteceu de eu querer colocar tudo pra fora pra alguém e eu não ter coragem, então escrevi e guardei porque só de ter colocado em palavras e ter tirado da minha cabeça, já tirou um peso de mim. O mais importante é eu conseguir tirar da minha cabeça, por mais bagunçado que talvez as palavras fiquem. Só que assim, do jeito que sou, eu sempre vou arrumando para que fique entendível por mais que seja só eu que vai ler. Hahahahaha Me dá agonia em depois talvez ler e não conseguir entender o que eu quis dizer com aquilo, daí nesse processo eu já me distraio, me perco em meus pensamentos e vem o alívio junto. É, eu sou estranha mesmo.

Escrever é como uma terapia pra mim, quero dizer, acho né, já que nunca fui numa sessão de terapia hahahahaha

18 de fev. de 2020

Decepção



Ontem o dia foi bem bosta, como se não bastasse o nervoso com a burrice alheia, ainda fiquei passando mal com o que comi no almoço (gordura em demasia), levei um “fora”. Coloquei o fora entre aspas porque não cheguei a sair com ele.

O rapaz que citei no post anterior que havia me chamado para sair, ontem disse que se enrolou com outra pessoa e por isso não daria mais para sairmos. Assim, ele me chamou foi no final da semana retrasada, só íamos ver o dia e ontem ele falou isso. E a questão é que ele mesmo falou que vacilou e não foi transparente comigo, simplesmente parou de falar no assunto de sairmos.

Fiquei chateada, obviamente, mas fingi que não e falei que estava tudo bem e que ele não me devia explicações só que em uma próxima vez ele tomasse cuidado porque poderia acabar machucando a pessoa. Eu fingi que estava tudo bem porque não queria que ele visse que me afetou, sabe? Por mais que ele tivesse que ter responsabilidade sobre isso, achei melhor não. Não quis demonstrar que estava na expectativa, talvez eu tenha achado que ele poderia se sentir por isso. Talvez eu tenha feito errado por ter guardado pra mim, mas foi o que decidi na hora.

Fazia um tempo que eu estava afim dele, mas ele namorava na época, então deixei por isso, nunca tive esperança de nada, só sempre o tratei com carinho porque ele também me tratava. Fiquei sabendo que ele é escroto. Não só por isso que ele fez comigo, mas umas outras coisas. Mas sabe quando você não quer acreditar porque você gosta muito da pessoa? Então, é isso que está acontecendo comigo, eu querendo não acreditar que na verdade ele é homem sendo homem. Obviamente que não estou querendo passar pano, como se fosse “Ah, é homem, então ok fazer isso”, o que estou querendo dizer é que eu não enxergava que ele estava fazendo o que estava fazendo, que ele está/estava sendo escroto, estava sendo homem.

Eu havia prometido a mim mesma que não cairia mais em cilada por carência e quase caí. Decepcionante. Na verdade não sei bem se foi bem cilada por carência porque eu, realmente, não sabia de nada, não percebia nada.

É fogo essa situação, porque eu sou difícil de me abrir, daí quando decido dar uma chance acontece essa merda e eu fico com medo de novo de me machucar. É uma sensação horrível essa de ser rejeitada, “trocada”... Bem, não fui bem trocada porque não chegamos a sair, mas de qualquer forma, nem chance eu tive. Por um lado acho que foi bom eu não ter tido essa tal chance porque talvez eu tenha saído menos machucada do que ter saído e ter ficado com a sensação de ter sido usada e trocada.

Ele mandou um áudio dizendo que tem plena consciência do vacilo dele, mas que foi bom saber que eu tenho uma cabeça diferente, que sou forte. Só que assim, a aparência de que sou forte é só porque eu quero me proteger mesmo, só isso.

Faltou muita transparência, tato, empatia, consideração do lado dele. Por mais que ele esteja atirando para todos os lados, isso não significa que ele pode brincar com o sentimento dos outros. Por carência dele, ele não tem o direito de ser cu***.

Ontem eu chorei, hoje acordei não tão bem ainda. Meditei e me acalmei, mandei tudo pra fora e estou bem melhor. Bom que amanhã ainda é minha folga, então posso respirar por mais um dia sem ter que ver a cara dele. Daí depois é continuar a nadar e fingir que nada aconteceu e voltar a fazer tudo como sempre fiz, continuar a tratar como sempre venho feito, continuar a ajudar como sempre tenho feito. Não porque tenho esperanças de que ele vá sair comigo algum dia, porque eu não quero mais, ele perdeu a chance dele, é só pra ele saber que eu sou assim, esse é meu jeito, ajudo independente da pessoa e independente da minha intenção com ela, até porque eu não tinha intenção alguma mesmo quando soube que ele estava solteiro.

Enfim, responsabilidade afetiva é algo que falta nas pessoas, na verdade acho que muitas pessoas nem se ligam nessa questão. Muitas falam “Criou expectativa porque quis”, só que não! Você fez com que a pessoa criasse essa expectativa a partir do momento em que deu um resquício de esperança para ela.

PENSE NISSO!

12 de fev. de 2020

Refletindo


 Esses dias eu me peguei refletindo umas coisas. Comecei a pensar, depois de levar bronca de uma amiga rs, o quanto eu me bloqueio, o quanto me auto saboto sem perceber.
Sempre acabo me dando bem só com quem namora ou já está interessado em alguém, acho que só sirvo como amiga, sabe? Deus na hora de me fazer falou “Essa vai servir só como amiga!” Hahahahaha

Mas assim, se gostam de mim como amiga, como podem não se apaixonar por mim? Podem não se aproximar de mim nessa intenção, mas por que não depois? Talvez porque eu bloqueie sem perceber, aff 🤦🏻‍
O que acontece também é de eu achar a pessoa super legal, daí ela namora e eu não tento nada e mesmo que ele já não esteja namorando, eu não dou a entender que estou afim de algo por achar que essa pessoa é boa demais para se interessar por mim.

Eu não sei o que acontece que eu não consigo falar direito quando tenho interesse de algo mais, daí fico parecendo uma tonta que não sabe conversar sendo que eu sei conversar! Sou tímida sim, mas sei conversar! Eu, realmente, não sei o que acontece com a minha pessoa ou sei e não percebo ou sei, percebo e deixo por isso mesmo porque acho que “não tem problema”. Eu acho que sou meio tonta mesmo hahahahaha

  Um rapaz me chamou para sair, me senti envaidecida com isso, mesmo ele dizendo que não se achava grande coisa. Ah se ele soubesse há quanto tempo eu sinto atração por ele hahahaha

   Eu preciso trabalhar nessa questão de auto sabotagem. Não sei o que fazer. Tá, sei que existe uma coisa chamada terapia e tô com frescura para me render a isso. O pior é que eu sei que só me prejudico.

   Talvez eu aprenda aos poucos, a passos pequenos. Aprendi a não aceitar migalhas. Aprendi a logo dar o fora quando a pessoa não está interessante. Não ficar me forçando a gostar de alguém que está sendo pedante. Aprendi que não há mal nenhum em estar sozinha por mais que a carência bata na porta às vezes. Aprendi que antes sozinha do que estar com alguém que não lhe dá nem o mínimo de atenção.


E você, se autosabota?


29 de nov. de 2018

Como Pode?



Uma vez estava conversando com uma amiga, falando das coisas que estava passando com o coiso (sim, sempre vou me referir a ele desse jeito). Aliás, passando não, que havia passado, coisas que ele havia dito.

Comecei a pensar “Mesmo sabendo que é errado, por que me permiti a aceitar isso?”, e fiquei com vergonha, inclusive sinto um misto de vergonha+ raiva até hoje porque fui trouxa o suficiente para, mesmo já tendo se ligado, ainda ter permitido que ele se aproximasse mais duas vezes e me feriu em todas as vezes.

É incrível como, talvez, por medo a gente se deixe levar por certas coisas que nitidamente são erradas. Mesmo eu sabendo que ele me deixava confusa, que fazia eu me sentir mal e me colocando uma culpa que eu sabia que não tinha, e sabendo que isso era pura manipulação e que é errado, eu continuei com ele por puro medo de o perder. Onde já se viu, eu não perdi nada, afinal, nunca tive nada.

Fiquei com um que me conquistou com o papo, no começo pelo menos. Um tempo comecei a perceber que ele sempre entendia errado o que eu escrevia, eu sempre tinha que me explicar e, por causa disso, fazia com que eu lesse e relesse toda vez que escrevia para ter certeza de que não havia margem de erro de segunda interpretação. Eu estava começando a ficar maluca já, ainda mais que eu nunca tive esse problema de comunicação ou interpretação. Fora que ele ficava me explicando várias coisas que eu não pedi por explicação, às vezes eu só queria desabafar algo e ele vinha me explicar trocentas coisas que já me faziam perder a vontade de continuar a falar daquilo porque perdia o rumo. Ele era bem feio, mas eu não liguei, afinal, beleza não se põe à mesa. MAS para ele, beleza se põe a mesa sim. Dizia que não era tudo, mas assumiu que beleza importava e muito. Disse o cara narigudo, baixinho e ruim de cama. Depois de conseguir o que queria, me deu um fora por áudio de WhatsApp, me culpou de uma parada nada a ver, cagou a minha auto-estima e depois de uns meses teve a audácia de me mandar mensagem! Fui seca e bloqueei. O gozado é que este, consegui logo bloquear, o anterior que me machucou mais, demorei mais...

A sociedade é tão podre, que permite que homens medíocres se achem os donos do pedaço, permite que homens medíocres se achem no direito de rebaixar as mulheres, permite que homens medíocres humilhem mulheres, permite que homens medíocres escolham mulheres como se estivessem em um açougue escolhendo um pedaço de carne.

Enquanto nós mulheres também deixarmos que homens medíocres se aproveitem de nós, eles vão continuar a existir. Não tenhamos medo de ficar sozinhas, melhor sozinhas do que ter alguém que nos fere.

28 de nov. de 2018

Me Sinto Tonta




Me sinto uma tonta.
Me sinto uma tonta por estar me sentindo um lixo, um pedaço de cocô por causa de um homem medíocre.
Me sinto tonta justamente por saber que o tonto é o do outro lado.

É, machuca, dói, dói mais ainda por ter consciência que eu que permiti que isso ocorresse.
Sim, eu mesma, a culpa é minha.
Eu não fui forte o suficiente para dar um basta naquele que me machucou mais de uma vez.
Eu não fui forte o suficiente para me impor desde o início.

Eu fui idiota.
Fui idiota por me deixar levar.
Fui idiota por permitir que ele fizesse o que fez.
Fui idiota por continuar a conversar mesmo ele me machucando mais de uma vez.
Fui idiota por continuar a conversar mesmo percebendo que ele sempre dava um jeito de colocar a culpa em mim nas coisas que aconteciam.
Fui idiota por continuar a conversar mesmo percebendo que ele sempre dava um jeito de colocar a culpa em mim nas coisas que eu cobrava dele por algo que eu sentia falta ou que ele poderia ter feito.
Fui idiota por ter deixado, ele ter feito o que fez, mesmo quando eu me impus.

Eu tive medo.
Tive medo de ficar sozinha.
Tive medo da rejeição.
Tive medo de ninguém mais me querer.
Tive medo que eu não valesse à pena para ninguém.
Tive medo de abrir demais a boca e perder. Mas que no fundo não perderia nada, porque para perder precisa ter e eu nunca tive.

Mas eu (acho) que aprendi.
Aprendi que sou mais inteligente do que achava que era.
Aprendi que mereço ser valorizada.
Aprendi que mereço tudo aquilo que almejo.
Aprendi que mereço ser bem tratada e amada.
Aprendi que não tem problema estar sozinha por mais que bata uma carência de vez em quando.
Aprendi que é melhor estar sozinha do que com alguém que te agride psicologicamente.
Aprendi que se sentir medo de abrir a boca demais é porque tem algo errado.
Aprendi que não dá para se ter uma relação saudável se um dos lados não quer.
Aprendi que quando uma pessoa medíocre me machuca, eu já devo pular fora sem medo.

Uma coisa pelo menos foi boa: finalmente tive a coragem de bloqueá-lo!
E que eu deixe de ser trouxa, amém!

Obs: Vou deixar aqui o texto que retirei a imagem, achei ele bom! Clique aqui

29 de nov. de 2017

Eu Não Aguento Mais!


Eu estava pensando em gravar um vídeo para o meu canal, mas como não tenho espaço para isso, resolvi escrever para o blog.

Acho que quem me acompanha aqui, deve ter visto a presepada que aconteceu em um programa da Rede Globo. Foi triste ver que em pleno ano de 2017 ainda se faça aquele tipo de piada.

O canal Yo Ban Boo fez um vídeo falando sobre e, para variar, teve muitos brancos dizendo que não viram nada de mais que era vitimismo, coitadismo e até fraqueza.

Vitimista? Acontece que não me senti ofendida apenas com o vídeo, mas sim por ter crescido e até hoje ainda ser chacota simplesmente por ser descendente de japoneses. Se tem descendentes que não acham nada demais, OK, mas não venha dizer que quem se sentiu ofendido é vitimista, afinal, cada pessoa recebe de uma maneira, cada pessoa vive de uma maneira, cada pessoa sabe o que sente e NINGUÉM tem o direito de dizer que a pessoa se faz de vítima. O que me deixa triste é ver asiático-brasileiro desmerecendo a fala do outro, é ver asiático-brasileiro servindo de chaveirinho de branco que se acha no direito de dizer o que é ofensivo ou não para os não-brancos.

Um dos argumentos mais usados foi o que os japoneses também não tratam bem os brasileiros que vão lá, usaram imagem de um programa de TV sul-coreano onde faziam blackface. O que não entendi foi: QUAL É A DIFICULDADE DE ENTENDER QUE ESTAMOS FALANDO DE UM PROBLEMA NO BRASIL? País esse que se orgulham tanto de ser miscigenado, mas que tem o racismo tão escancarado. Sim, há racismo no Japão, na Coreia, em qualquer outro país, mas a questão não é essa.

Disseram que somos uma tal de “geração lacração” que é a geração que se ofende por qualquer coisa.

Essa tal “geração lacração” não se ofende por "qualquer coisa", essa tal “geração lacração” está falando aquilo que os incomoda e os machuca desde criança, essa tal “geração lacração” está juntando as vozes para que as coisas mudem, para que nos respeitem, para que os futuros descendentes não tenham que passar por isso, não tenham que ser motivo de chacota para ninguém. Acho que fica bem fácil falar que o vídeo é inocente quando não é você quem é o motivo da piada o tempo inteiro, né? A questão aqui, não é fraqueza, se fôssemos fracos continuaríamos quietos levando essas chacotas "na boa".

E não, eu não escolhi me sentir ofendida, ao contrário das pessoas que escolheram, deliberadamente, ofender e ainda ter passe livre pra isso.

Disseram que foi brincadeira e que os participantes do programa estavam se divertindo e que era besteira nos ofendermos por eles.

Não sei qual está sendo a dificuldade de entender que as coisas vão além do vídeo. Na TV, propagando isso, vão continuar achando que é OK falar esse tipo de coisa para qualquer um. E não, em momento algum eu disse estar me ofendendo por eles, mas sim que eu já passei e passo por isso e me ofendo. Mas parece que não posso, é errado, já que uma pessoa que não cresceu escutando o que escuto até hoje, disse que é frescura. Uma pessoa não asiática-brasileiro, está querendo me ditar o que é ofensivo ou não para mim. Tá certinho 👍👏

Eu acho um erro muito grande quando dizem para deixar para lá, que somos melhores que isso para nos importar com zombaria, que temos que engolir e seguir. Mas não, isso tá errado, muito errado! Asiático brasileiro tem que engolir nada não. Até aqui vínhamos engolindo tudo e por isso se perpetua e a TV ainda continua a propagar. Fingir que não existe, não vai desaparecer. Acredito que devemos sim, mostrar e apontar essas merdas que vínhamos engolindo para que não continue a se propagar. Não quero que as gerações futuras continuem servindo de chacota pra branco se divertir. Ser forte, não significa se machucar.

Eu me pergunto como que o pessoal pode se incomodar tanto com o politicamente correto. Acham mesmo que era tudo super ok? Qual a dificuldade de entender que tudo sempre foi muito errado, mas agora, finalmente estão tomando coragem de dizer o que machuca?

Eu até entendo o "Não ligo, deixa pra lá", porque de tanto escutar dessas, acaba se blindando (eu me blindei de muita coisa), mas qual a dificuldade de deixar em paz quem quer mudar? Será que essas pessoas blindadas querem mesmo que os filhos, sobrinhos, primos, afilhados, filhos de amigos, filhos da vizinha, escutem a mesma coisa que eles escutaram? Querem que passem pelo mesmo? Porque assim, eu não quero isso para o meu sobrinho e capaz de eu brigar com alguém que ouse mexer com ele!.


O caminho ainda é longo, mas se tem tanta gente incomodada é porque estamos fazendo certo! 

3 de mai. de 2017

"Amizades"


Ontem fiquei sabendo que eu tinha, pelo menos, quatro pessoas no meu Facebook que acham que a militância asiática é uma "opressão pra chamar de minha". Olha, sinceramente, a última coisa que eu queria, era ter uma opressão pra chamar de minha, já me basta ser mulher, não precisaria de mais sarna pra coçar.

Fiquei sabendo que essas mesmas pessoas riem de mim e disseram que apenas eu problematizo "pastel de flango" e que só falo disso, como se fosse só isso que importasse na militância asiática. Aí fica bem nítido que não leem minhas publicações. Aliás, quantas militantes asiáticas elas tem para dizerem que só eu falo disso? Se só eu me importo e falo disso? Tem certeza?


Disseram que "pastel de flango" não é uma coisa para se importar porque não é recorrente, é irrelevante... Não é recorrente pra quem? É irrelevante pra quem? Em que mundo vive para dizer que não é recorrente?

A falta de empatia foi tão imensa que me deixou bastante chateada. Não só pelo fato de estarem no meu Facebook, mas pelo fato de diminuírem a luta alheia e ainda debocharem da minha cara! Me senti bastante humilhada.

Aparentemente, não ser mais militante feminista é aval para ser escrota com as pessoas. O pior é que tudo isso é em nome do famoso “lacre”. Sim, se a pessoa é escrota aleatoriamente, sempre tem os comentários “Pisa menos, eu te imploro”, “Que pisão!”, “Lacrou!”. Se lacrar é humilhar, falar mal e debochar das pessoas, inclusive das que estão entre os amigos, não quero nunca lacrar. Tenho 34 anos na cara já, não tenho mais saco para as lacradoras que acham que é super demais falar mal de todo mundo e diminuir a luta alheia.

Se a militância alheia não te diz respeito, por que diminuir? Acredito que, se já foi militante, sabe e entende o que é empatia, deixar de militar não é sinônimo de não praticar mais a empatia. Por que ao invés de diminuir e debochar da militância alheia, você não procurar saber mais? Não quer? Ok, direito seu, mas não debocha, não faça chacota e, muito menos, humilhe a pessoa que pertence a essa militância.

Quem ler isso pode falar “Ai, Yayoi, pra quê dar tanta importância assim?”, porque eu tenho certeza que não são só elas que pensam assim, mas espero não ter mais pessoas desse tipo no meu meio.
O que me deixou aliviada é que, ao desabafar, vi que outras amigas aprendem comigo e me deram palavras de carinho.
E assim é a militância, cansativa, decepções no caminho, mas alguma coisa a gente consegue plantar.


Você é Mal Comigo...

Você é mal comigo e eu não entendo o motivo. Uma hora estamos bem, se dando super bem, outra hora você me repele, depois volta c...